Mestrado Profissional Em Jornalismo

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Inscrições encerradas



Mensalidade

Estrutura do Programa

Duração: 24 meses

Aulas: Segunda a sexta-feira, no período noturno*

Mensalidade:  R$ 1.650,75

Local: Centro de Pós-Graduação do Complexo Educacional FMU | FIAM-FAAM

*Há possibilidade de adequação de período conforme a demanda predominante de cada turma

Apresentação

O Programa de Mestrado Profissional em Jornalismo do FIAM-FAAM – Centro Universitário foi recomendado pelo Conselho Técnico Científico da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CTC-CAPES) na reunião de 24 a 26 de março de 2015, tendo iniciado suas atividades em 8 de setembro do mesmo ano.

Sua estrutura está organizada em conformidade com a área de concentração “Práticas Jornalísticas” e com as duas linhas de pesquisa: “Linguagens Jornalísticas e Tecnologias” e “Jornalismo e Mercado de Trabalho”.

Os estudos e as pesquisas desenvolvidos por professores e alunos têm em conta que os processos, as práticas e os produtos jornalísticos se reconfiguram no mundo contemporâneo, em um cenário caracterizado pela convergência tecnológica e pelo surgimento de novos atores midiáticos, o que implica em múltiplas formas de fazer, pensar e consumir jornalismo.

Diferencia-se dos mestrados acadêmicos da área da Comunicação por estreitar as interfaces entre a academia e os setores produtivos, visando à geração de conhecimento aplicado ao campo profissional e que atenda a demandas sociais e do mundo do trabalho.

Objetivos do Programa

Os objetivos do Programa de Mestrado Profissional em Jornalismo são:

a) qualificar profissionais e pesquisadores para o domínio da metodologia e dos fundamentos científicos pertinentes, bem como para procedimentos e processos aplicados ao campo profissional, a partir de uma perspectiva multidisciplinar e sem desconsiderar a especificidade dos fenômenos jornalísticos;

b) capacitar profissionais pós-graduados na área de jornalismo para aplicar seus conhecimentos no âmbito das organizações jornalísticas e em outros ambientes e instituições que se apoiam, de alguma maneira, em referenciais jornalísticos;

c) estreitar as interfaces entre a academia e o mundo do trabalho, considerando os múltiplos atores que compõem esse cenário, visando à geração de conhecimento teórico e empírico aplicado ao campo profissional;

d) produzir conhecimentos que atendam a demandas sociais e do mercado de trabalho, com vistas ao desenvolvimento socioeconômico e cultural do país;

e) formar profissionais e pesquisadores para planejar, aperfeiçoar e intervir em processos e produtos jornalísticos junto a organizações públicas e privadas, empresas, cooperativas, organizações não governamentais e outros ambientes relevantes;

f) refletir sobre o cenário profissional contemporâneo, caracterizado pelo surgimento de novos atores, pela configuração de novos ambientes midiáticos e pela convergência tecnológica, com implicações nas práticas jornalísticas;

g) articular múltiplas linguagens, tecnologias e situações de trabalho que são referentes à área de jornalismo, com o intuito de desenvolver a compreensão e a capacitação técnico-instrumental, segundo as novas demandas do campo profissional.

Público-Alvo

Jornalistas, profissionais da iniciativa privada, servidores de órgãos públicos, autarquias e organizações não governamentais, professores e graduados em outras áreas com interesse em aprofundar conhecimentos em jornalismo à luz das práticas profissionais.

Área de Concentração

Práticas Jornalísticas

O jornalismo é uma área que se (re)inventa permanentemente, dando brechas à revisão de antigos modelos e ao surgimento de novas experiências. A área de concentração do programa se volta às práticas jornalísticas, considerando que o jornalismo decorre de ações em constante processo de transformação, especialmente no que diz respeito a seu mercado de trabalho, suas linguagens e sua estreita relação com os avanços tecnológicos.

Linhas de Pesquisa

Linha 1: Linguagens Jornalísticas e Tecnologias

Investiga a multiplicidade de linguagens jornalísticas e propõe novas formas de atuação e produção, considerando um contexto marcado pelas tecnologias digitais e pela participação ativa de novos atores nesse cenário, com implicações sobre os processos e os produtos do jornalismo. São temas desta linha de pesquisa: a) novas linguagens no jornalismo e suas interfaces, considerando o contexto tecnológico, o webjornalismo e o jornalismo multimídia; b) a reconfiguração das narrativas e seus impactos sobre os critérios de noticiabilidade e os valores referenciais do jornalismo; c) as novas condições de recepção e circulação da informação em ambiente digital e seu impacto nas linguagens jornalísticas.

Linha 2: Jornalismo e Mercado de Trabalho

Envolve a reflexão e a capacitação do profissional em diferentes contextos de atuação, configurados a partir de mudanças no mercado de trabalho. São temas desta linha de pesquisa: a) a gestão de processos jornalísticos na imprensa tradicional, em espaços emergentes e alternativos e em setores de comunicação organizacional; b) as práticas do jornalismo empreendedor, no sentido de gestão dos próprios negócios e de criação de oportunidades de trabalho; c) as interfaces do jornalismo com outras áreas do conhecimento, em um cenário de valorização de um perfil profissional polivalente; d) a análise de situações de trabalho, rotinas e práticas profissionais em jornalismo, desenhando possíveis propostas de intervenção.

Dissertações e Defesas

As dissertações defendidas encontram-se disponíveis para consulta na Biblioteca do FIAM-FAAM, em formato digital, podendo ser acessadas no blog do programa, assim como a divulgação de próximas defesas. Acesse em: https://trabalhoelinguagens.wordpress.com

Processo seletivo e Bolsas

Ingresso de novos alunos

O processo seletivo para ingresso de novos alunos é realizado em 3 etapas:

  1. Inscrição on-line (sendo efetivada apenas após o pagamento da taxa)
  2. Entrega dos documentos presencialmente na secretaria
  3. Exame de seleção, abrangendo:
    • Prova de conhecimento específico
    • Prova de proficiência em língua estrangeira
    • Entrevista com a comissão de seleção e admissão
    • Avaliação do projeto de pesquisa submetido pelo candidato

Mais detalhes estão disponíveis no edital de seleção.

Matriz Curricular

Disciplinas obrigatórias

Epistemologia, metodologia e formação do conhecimento científico. Construção do objeto e problematização. Projetos de pesquisa empírica e aplicada: definição de elementos e etapas. Métodos e técnicas de pesquisa em jornalismo: possibilidades qualitativas e quantitativas. Análise crítica de projetos de pesquisa em jornalismo.

A construção do jornalismo como campo e profissão. As noções de objetividade e credibilidade no jornalismo. Os jornalistas como comunidade interpretativa. Jornalismo e produção social do conhecimento. Da teoria do espelho à teoria construcionista. Jornalismo e construção midiática do acontecimento. Cultura profissional e critérios de noticiabilidade. Rotinas de produção e dilemas contemporâneos.

Planejamento e desenvolvimento de projetos de pesquisa-ação e/ou de pesquisa de intervenção que envolvam situações de trabalho e formatos de produtos no âmbito do jornalismo. Análise e crítica de narrativas e práticas jornalísticas contemporâneas. Diagnósticos e compreensão de atividades e situações laborais em jornalismo. Pesquisa e experimentação de práticas jornalísticas e linguagens convergentes.

Total Disciplinas obrigatórias 0 cred. 0h

Disciplinas eletivas
Linha 1:  Linguagens Jornalísticas E Tecnologias

Princípios das linguagens jornalísticas: estruturas e elementos narrativos. Técnicas de construção da realidade em reportagens: objetividade, ancoragem referencial, precisão, reconstrução detalhada, empatia, humanização, síntese, tensão e expectativas narrativas. Mecanismos de adequação das linguagens jornalísticas para diferentes tecnologias midiáticas. Estratégias para envolvimento do público em reportagens. Limites e emulações das linguagens jornalísticas: padronização, paródia e fake news.

Jornalismo, linguagens e recepção em contexto de convergência e participação. Narrativas jornalísticas e mediações. Midiatização e circulação dos discursos em ambientes digitais. Jornalismo e zonas de contato entre as esferas sociais. Tecnologias digitais contemporâneas: redes sociais, novas práticas jornalísticas e usuários produtores de conteúdo. Análise de recepção e circulação em meios digitais.

Linguagens e narrativas audiovisuais. Teorias da imagem e representações do mundo na imagem jornalística. Interações entre imagem, áudio e texto na produção de sentidos: semiose e hermenêutica do jornalismo multimídia. Produção jornalística para multimeios: tecnologia, estrutura e fluxo produtivo nas empresas jornalísticas. Processos de criação no jornalismo multimídia. Jornalismo e documentário: grandes reportagens para TV e cinema. Relações entre jornalismo e entretenimento.

Linguagens e discursos telejornalísticos. Práticas do telejornalismo para múltiplas telas e plataformas. Implicações e impactos da convergência tecnológica e dos usos de tecnologias e redes sociais na produção, na narrativa e no consumo dos telejornais. Estratégias de interação e vínculos com as audiências. Representações de identidades e alteridades nos telejornais. O telejornalismo como serviço público.

Total Disciplinas eletivas 0 cred. 0h

Disciplinas eletivas
Linha 2: Jornalismo E Mercado De Trabalho

A centralidade do mundo do trabalho: cenários contemporâneos. Arranjos e processos jornalísticos contra hegemônicos. Campos de atuação e (re)configurações do jornalismo alternativo. Os coletivos e outras formas de viabilização das práticas jornalísticas. Jornalismo e ativismo. Mundo do trabalho do jornalista e suas interfaces com movimentos sociais e minorias. O jornalista das mídias alternativas: perfis, discursos e novas frentes de atuação.

A construção social dos jornalistas como grupo: memória e identidade. Representações sobre o trabalho do jornalista e seu lugar simbólico. Identidade profissional e o problema das “fronteiras”. O jornalismo e as mudanças na figuração do trabalho. Reestruturação produtiva e o paradigma da flexibilização. O desenraizamento da redação como “território” do jornalista. Mercado de trabalho, campos de atuação e novas configurações das práticas jornalísticas. Dilemas e desafios da profissão.

Práticas jornalísticas em organizações: aspectos históricos. Panorama conceitual sobre a relação entre jornalismo e esferas organizacionais. Os jornalistas e as assessorias de imprensa (no Brasil e no mundo). Tensões, disputas e adequações na categoria profissional. Configuração e estabelecimento do setor: entre a profissionalização e a precarização do campo jornalístico. Do jornalismo à comunicação organizacional: transformações, hibridação de fazeres e sobreposição de fronteiras.

O jornalismo como forma de conhecimento. Interesse público: fundamentos e noções. Jornalismo como interlocutor e mediador de informações de interesse público. Investigação jornalística: métodos e procedimentos de trabalho. Conceituação e produção de jornalismo de dados, jornalismo de precisão e reportagem assistida por computador (RAC). A Lei de Acesso à Informação (LAI) e o trabalho dos jornalistas. Potencialidades e limites do ambiente computacional automatizado para o jornalismo.

Total Disciplinas eletivas 0 cred. 0h

Disciplinas ofertadas no semestre

Confira o calendário de disciplina.

Coordenação e Corpo Docente

Prof. Dr. Francisco de Assis

Doutor e mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo. Jornalista formado pela Universidade de Taubaté. Diretor científico da Coleção Ciências da Comunicação, mantida pela Editora Appris, e membro do conselho administrativo da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (gestão 2017-2019). Foi repórter do jornal ValeParaibano e realizou trabalhos de assessoria de imprensa.

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Pesquisa

Grupos de Pesquisa

Grupo: Jornalismo e Mundo do Trabalho

Coordenação: Profa. Dra. Michelle Roxo de Oliveira

Investiga as reconfigurações no mundo do trabalho dos jornalistas e no perfil do profissional da área, em um cenário caracterizado pela flexibilização das relações de trabalho, formas de emprego e redefinição dos processos de produção, circulação e consumo do jornalismo. Discute os limites das “fronteiras” profissionais do jornalismo, considerando a emergência de novos atores, possibilidades produtivas em rede e alternativas de trabalho, desenhadas para além do espaço das redações tradicionais. Analisa as formas de representação das práticas jornalísticas e do que é ser jornalista no mundo contemporâneo à luz destas mudanças. O grupo integra a Rede de Estudos sobre Trabalho e Identidade dos Jornalistas, formada por pesquisadores de quatro instituições em seu núcleo duro – FIAM-FAAM, UFSC, UnB e USP –, que articulam perspectivas teórico-metodológicas transdisciplinares para análise dos fenômenos em tela.

Grupo: Jornalismo e Novas Linguagens

Coordenação: Profa. Dra. Juliana Doretto

Investiga as transformações nas linguagens jornalísticas geradas pelas novas formas de produzir e receber informação em contextos digitais – com destaque para elementos como a transmidialidade e a possibilidade de participação do leitorado na construção da narrativa noticiosa. Os objetos de estudo se alinham a dois eixos principais: 1) a confluência de plataformas e o audiovisual (o telejornalismo; as interesecções entre o jornalismo e o entretenimento); 2) as novas formas de circulação da notícia (o consumo de jornalismo entre os jovens; a simulação da linguagem jornalística por notícias falsas e a literacia midiática). O grupo faz parte da Rede de Pesquisa em Cultura Midiática (Metacrítica), formada ainda pelos grupos Mídia e Narrativa (PUC-Minas), MidiAto – Linguagem e Mídias (USP) e Crítica de Mídia e Práticas Culturais (UFSC), a qual reúne, além dos pesquisadores docentes, estudantes de mestrado e de graduação.

Descrição dos Projetos

Responsável: Prof. Dr. Ivan Paganotti

O termo “fake news” tem sido traduzido como “notícias falsas”, mas é crucial diferenciar deslizes ocasionais, inerentes à prática jornalística, de veículos de comunicação criados propositadamente para propagar um “noticiário fraudulento”. Na busca por clicks ou para influenciar o tabuleiro político, sites enganam parte do público ao apresentar artigos que simulam a linguagem do jornalismo, sem checagem de informações e sustentação em fontes verificáveis. Em resposta à preocupação coletiva com a contaminação da esfera pública por estratégias de desinformação, diferentes propostas pretendem controlar essa ameaça. Esta pesquisa pretende analisar os impactos da ascensão das fake news sobre o jornalismo, avaliando as respostas dadas pelos próprios veículos jornalísticos, o reforço de checagem independente (e as mudanças nas práticas e linguagens adotadas por repórteres para diferenciar-se dos fraudadores), além de estratégias de treinamento do público e mecanismos de denúncia de sites perniciosos. Também será estudado como o combate a esse noticiário fraudulento pode causar efeitos colaterais no jornalismo, principalmente considerando mudanças nas plataformas de divulgação em redes sociais e ferramentas de pesquisa, além de alterações legislativas que podem inibir ou censurar práticas jornalísticas, incorretamente caracterizando críticas incômodas, porém embasadas, como fake news.

Responsável: Profa. Dra. Juliana Doretto

Este projeto tem como objetivo discutir possíveis reconfigurações da compreensão do que é notícia por adolescentes brasileiros, a partir do estudo de narrativas desses jovens sobre seu consumo de informação, principalmente por meio das novas mídias. Em nossa pesquisa de doutorado, observamos que, em  discursos de crianças mais velhas e de adolescentes brasileiros e portugueses, manifestava-se um “conceito expandido de notícia”, que surge, principalmente, no contato desses jovens com informações publicadas em redes sociais ou aplicativos. Ser novo (e interessante) para eles torna-se o elemento definidor da notícia, e não o fato de a origem do discurso ser uma produção jornalística. Esse fenômeno deve ser entendido em um contexto maior de consumo do jornalismo por jovens, marcado por desinteresse ou desconfiança. A partir disso, propomos o seguinte problema de pesquisa: as novas formas de consumo de conteúdos digitais alteram os padrões de reconhecimento da produção jornalística entre os adolescentes brasileiros? O objetivo geral é compreender como essas possíveis transformações no discurso sobre a notícia interferem na credibilidade que o jornalismo busca ter perante a sociedade cuja atualidade quer reportar. Os objetivos específicos são: a) identificar as exigências do público jovem quanto a essas novas fontes de informação; b) entender se diferentes contextos socioeconômicos interferem nessas percepções; c) refletir criticamente se o jornalismo, nas suas rotinas de produção, pode colaborar para que esse público reconheça os elementos fundamentais da construção narrativa noticiosa e os valorize.

Responsável: Prof. Dr. Sílvio Antonio Luiz Anaz

A pesquisa investiga o papel das imagens e do imaginário nas narrativas jornalísticas audiovisuais para multiplataformas. Entender esse papel torna-se importante à medida que a preponderância visual em alguns meios de comunicação leva a uma situação paradoxal de valorização e desvalorização das imagens, que podem ser vistas como carregadas de significâncias e banais, cheias de potência e degradadas, simultaneamente. Neste estudo, propõe-se uma análise transversal e multidisciplinar do processo de produção e consumo das notícias em plataformas que recorrem aos recursos audiovisuais. Busca-se investigar como as imagens constroem e transmitem seus sentidos, ao longo de toda a cadeia do processo jornalístico, da criação à fruição, processo regido por lógicas de interesses comerciais e públicos que permeiam o universo de produção e consumo do jornalismo contemporâneo. Entre os principais resultados esperados estão: mapeamento do processo pelo qual as imagens constroem e transmitem seus sentidos, ao longo da produção jornalística; compreensão dos mecanismos de valorização e/ou desvalorização das imagens no jornalismo; e contribuições para o entendimento, pelos jornalistas profissionais e pelas organizações jornalísticas, de como os imaginários criados e compartilhados operam na atração e retenção de audiências.

Responsável: Prof. Dr. Vicente William da Silva Darde

A proposta do projeto é identificar e compreender as estratégias discursivas adotadas pelo telejornalismo de referência na construção de representações sobre a cidade de São Paulo para o público local e nacional. Quais as representações (re)construídas pelas narrativas jornalísticas acerca da cidade e sua população? Temas como a ocupação dos espaços públicos, sustentabilidade e meio ambiente, educação, saúde e transporte público; convivência da diversidade cultural, racial, sexual e religiosa; entre outros temas relacionados à maior cidade do país. Como os telejornais se apropriam de novas narrativas e linguagens, abrindo espaço para a participação do público telespectador, por meio de novas tecnologias, para modificar representações sobre a cidade? Buscamos problematizar se há espaços no jornalismo para representações de valores identitários distintos e plurais. Entendemos que, na rotina diária da produção jornalística, há vários constrangimentos, de tempo e espaço, que contribuem para enquadramentos simplificados. A pesquisa irá acompanhar, registrar e descontruir as narrativas do telejornalismo local na cidade de São Paulo. Para isso, adotaremos como metodologia o estudo de narrativas e a análise de discurso. Pretende-se ajudar a repensar novas narrativas e processos produtivos na prática jornalística que possibilitem novos enquadramentos sobre a maior cidade brasileira.

Responsável: Profa. Dra. Alciane Nolibos Baccin

As bases de dados são um paradigma para o jornalismo. A geração de produtos jornalísticos a partir de programação e automatização provoca rupturas também nas rotinas e nas práticas instituídas nas redações. Diariamente, uma quantidade inimaginável de dados sobre nós e sobre as instituições de maneira geral são gerados. Boa parte desses dados são abertos, porém disponíveis em formatos brutos. Para manipular esses dados, os jornalistas necessitam entender de programas de processamento de dados e desenvolver competências que os capacitem a garimpar, converter, extrair, limpar, filtrar, calcular, analisar, compreender e transformar os dados em conteúdo inteligível para a comunicação jornalística. A alfabetização de dados torna-se habilidade necessária aos jornalistas para lidar com a grande quantidade de dados públicos existente e com as exigências do mercado de trabalho. Esta pesquisa se propõe a compreender o processo de trabalho (rotinas e práticas dentro das redações) dos jornalistas brasileiros que manipulam as plataformas públicas de dados brutos abertos, além de especificar os procedimentos que eles desenvolvem em suas práticas, evidenciar as práticas de jornalismo de dados em seu cotidiano e, principalmente, refletir sobre práticas de jornalismo de dados nas redações e quais competências são essenciais para os profissionais da área.

Responsável: Profa. Dra. Cláudia do Carmo Nonato Lima

Há algum tempo, o jornalismo saiu dos domínios da redação: migrou para tipos mais flexíveis de produção, transformando as rotinas do jornalista e os modelos produtivos, bem como levando ao “ressurgimento” de uma mídia alternativa. Esse cenário abre espaço para produtores locais de informação, prática que já é aplicada em outros países. No Brasil, até há pouco tempo, essa não era uma realidade, principalmente para as pequenas localidades e periferias, que não estão inseridas nas pautas da grande mídia. Esse olhar, voltado para a comunicação da periferia, remete ao que alguns teóricos chamam de jornalismo local ou comunitário, publicações consideradas “mais comprometidas socialmente”. Diante disso, a pesquisa tem o objetivo de mapear as iniciativas de jornalistas que atuam na periferia da cidade de São Paulo. A proposta é traçar o perfil dos jornalistas que desenvolvem esse trabalho, além de procurar entender a configuração de jornalismo que é produzido ali. A metodologia adotada é a pesquisa exploratória, com uma combinação de técnicas (quantitativa e qualitativa). Como resultado, espera-se também entender as motivações dos jornalistas e analisar se há um mercado de trabalho estável para esses profissionais.

Responsável: Prof. Dr. Francisco de Assis

O projeto se volta à problemática das rotinas e dos processos produtivos do jornalismo contemporâneo, focando-se no território brasileiro – mais especificamente, em São Paulo, cidade onde estão instaladas sedes e/ou filiais dos principais veículos midiáticos do país. Investiga ações, estratégias e outros procedimentos adotados tanto por profissionais ligados a empresas (impressos, eletrônicos e digitais), inseridos na lógica da indústria da mídia, quanto por aqueles que atuam em instituições públicas e do terceiro setor (dando formas a mídias específicas) ou que trabalham autonomamente (freelancers, blogueiros), de modo a compreender e a repensar a(s) identidade(s) da profissão. O acompanhamento e a consequente análise dos modos de produção de jornalistas atuantes na capital paulista (em jornais, revistas, emissoras de rádio e de TV e plataformas da web) são realizados com o uso de, basicamente, duas técnicas de pesquisa, coerentes à perspectiva teórico-metodológica do newsmaking (a que o projeto de vincula): a observação participante (com imersão nos ambientes mencionados, para exame de seus procedimentos rotineiros) e a entrevista em profundidade (utilizada para mais bem compreender as estratégias identificadas e que nem sempre se mostram claras, assim como para perceber a própria percepção do profissional a respeito de seu desempenho no âmbito jornalístico).

Responsável: Profa. Dra. Michelle Roxo de Oliveira

O projeto propõe um estudo sobre a experiência social de “velhos” jornalistas que constituíram trajetória em redações de grandes jornais na cidade de São Paulo, com o objetivo de mapear aspectos do modo de produção e das balizas simbólicas do trabalho jornalístico que sofreram deslocamentos no século XXI – diante de um cenário de mudanças no mundo do trabalho. Assume-se, nesta pesquisa, a inserção profissional em redações na segunda metade do século passado como forma de demarcar, operacionalmente, um grupo de jornalistas ligados a formas de emprego, organização do trabalho e socialização nas redações – anterior aos processos de convergência tecnológica e reestruturação produtiva, configurados nos marcos do modelo pós-fordista. Espera-se, com a pesquisa, contribuir para uma reflexão sobre o envelhecimento social do jornalista e o debate sobre as mudanças na figuração do trabalho jornalístico. Os resultados também se relacionam à perspectiva de produção de um acervo com depoimentos de jornalistas, que funcione como ponto de partida para o desenvolvimento de um memorial sobre trabalho e identidade dos jornalistas na cidade de São Paulo, com registros sobre práticas, processos de trabalho e representações simbólicas acerca deste campo de produção.

Periódico e Produção

Periódico

Revista Parágrafo

Criada em 2013, a Parágrafo é uma publicação quadrimestral do Mestrado Profissional em Jornalismo do FIAM-FAAM – Centro Universitário. Visa contribuir com o avanço da reflexão teórica, metodológica e empírica sobre os fenômenos jornalísticos e com a divulgação de relatos de pesquisa aplicada ao campo profissional. Reúne artigos científicos, resenhas e entrevistas de autores nacionais e internacionais, a partir de uma perspectiva multidisciplinar, que contempla as especificidades do jornalismo em interface com diferentes campos de conhecimento. A revista também produz dossiês temáticos especiais, em parceria com editores convidados.

Confira as edições da Parágrafo:
http://www.revistaseletronicas.fiamfaam.br/index.php/recicofi

 

Produção

Produção bibliográfica

Confira a produção bibliográfica do programa:
https://mestradojornalismofiamfaam.wordpress.com/category/producao-tecnica/

Produção Técnica

Confira a produção técnica do programa:
https://mestradojornalismofiamfaam.wordpress.com/category/producao-tecnica/

 

Onde Estudar

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Secretaria

Coordenação Prof. Dr. Francisco de Assis | mestradojornalismo@fiamfaam.br

Horário de atendimento: Segunda a sexta-feira, das 8h às 21h;
Sábado, das 8h às 16h Telefone: (11) 3132-3101
E-mail: joelma.silva@fmu.br

Blog do programa Acesse o blog do programa e acompanhe suas atividades: https://mestradojornalismofiamfaam.wordpress.com

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